terça-feira, 30 de outubro de 2007

Plano de Comunicação: um aliado de peso, por Fernando Viberti




Na fase de Planejamento, contar com um plano que forme e informe é fundamental para o sucesso de qualquer iniciativa de portal corporativo.

O Plano de Comunicação é um forte aliado das etapas que compõem o caminho até a implantação da intranet/portal corporativo em qualquer empresa, independentemente do porte e do segmento de atuação.



Vale ressaltar que não estamos falando de um Plano de Comunicação para a empresa como um todo - aquele que embasa suas relações com o mundo exterior. Aqui, o foco é a criação de um plano voltado para apoiar o trabalho de reformulação ou implantação de um portal corporativo - é, portanto, um plano para o projeto, bem específico.



Contudo, raríssimos são os casos em que um plano desses contempla as fases anteriores ao lançamento para os funcionários. No máximo, alguns teasers são veiculados pelos diversos canais de comunicação que a empresa mantém para avisar que, em breve, haverá "uma nova forma de trabalho no ar" (essa é clássica!).



Já estive envolvido em projetos de portais corporativos em que, no final de semana anterior ao lançamento, uma enorme equipe praticamente dormiu no local de trabalho, preparando "a grande surpresa" que fariam para os funcionários, na segunda pela manhã. Ficou lindo. Balões nos mouses, adesivos do chão até os espelhos do banheiro, proteções de tela instaladas em todos os micros, folders apresentando a intranet em cima de cada mesa. Um primor de ação promocional - o problema é que, no fundo, não passou disso.



Além da plástica, é preciso estratégia, envolvimento e comprometimento. No caso citado, a tal intranet perdeu o interesse dos funcionários em poucos meses, justamente por não estar alinhada a esses objetivos maiores. Para resgatar a audiência, a empresa reviu todo o planejamento e trabalhou nos pontos fracos certo? Claro que não, né! Mas aprovou outra mega campanha, com direito a sorteios e brindes instantâneos, para delírio da agência de publicidade...



Como contraponto, a única peça elaborada para o lançamento de outra intranet de que participei foi um folhetinho simples, duas cores, impresso em gráfica rápida. Não foi por falta de verba, pois trata-se de uma multinacional que está entre as maiores do mundo no seu mercado de atuação. A diferença é que, desde o primeiro momento, a empresa comunicou a todos os funcionários sobre o desenvolvimento da intranet. Na verdade, informou e formou, pois não existia cultura alguma de intranet por lá. O resultado? Ela é reconhecida como suporte fundamental aos negócios da empresa e o número de acessos se mantém impressionante sob qualquer parâmetro de análise.



A COMUNICAÇÃO E A FASE DE PLANEJAMENTO



Para simplificar, vamos partir do princípio que, ao começar a desenvolver uma intranet/portal corporativo, uma empresa terá que incluir ao menos três grandes etapas na fase de planejamento: sensibilização, diagnóstico e o planejamento evolutivo propriamente dito. Reforço que esta abordagem tem um caráter didático, pois novas etapas podem ser acrescentadas de acordo com as necessidades específicas da corporação.



A etapa de sensibilização consiste em demonstrar para todos o que é uma intranet/portal corporativo e como poderá ser útil nas atividades dos funcionários e nos negócios da empresa. Afinal, estamos falando em um sistema muito novo, portanto praticamente desconhecido da maioria. Nunca é demais lembrar que não estamos falando de um assunto badalado na mídia, nem mesmo na especializada. Portanto, na sensibilização é melhor sempre partir do pressuposto de que ninguém sabe direito o que é essa tal de intranet/portal corporativo para começar do zero.



A função do plano de comunicação na etapa de sensibilização é muito mais formar do que informar. As ações planejadas devem privilegiar a educação dos funcionários para os benefícios da intranet/portal corporativo. Fazendo isso, a resistência inicial será diluída aos poucos. Lembre-se de que o ser humano tem medo do novo e do desconhecido. Como você imagina que os funcionários daquela empresa reagiram, quando chegaram para trabalhar na segunda pela manhã e deram de cara com aquela decoração toda? No primeiro momento, com certeza, prevaleceu a curiosidade e a surpresa, mas em pouco tempo a sensação de que a intranet era mais uma coisa para atrapalhar foi muito forte.



Na etapa seguinte, a de diagnóstico, a falta de uma estratégia de comunicação é ainda mais crítica. As atividades geralmente desenvolvidas incluem entrevistas, questionários, análise documental e observação direta. Imagine a reação de alguém que vá ser entrevistado, por exemplo, sem saber ao certo o que o entrevistador está fazendo ali e para quê? A insegurança é imediata, levando a coisa paro lado da espionagem, descoberta de erros, etc. Caso a pessoa envolvida no diagnóstico tenha essa percepção, não existe milagre que possa ser feito para assegurar a qualidade do levantamento.



Eu também defendo que, na fase do diagnóstico, a empresa deve solidificar um canal de comunicação com todos os funcionários. É irreal supor que será possível ouvir todo mundo durante o levantamento de informações. Geralmente pessoas-chave são indicadas e, no máximo, uma amostragem de funcionários. Ao estabelecer um canal de comunicação para que todos possam contribuir, a empresa enriquece enormemente a qualidade das informações, além de despertar o sentimento de propriedade nos funcionários.



Por fim, no planejamento evolutivo, é recomendável juntar ambas as linhas anteriormente desenvolvidas: formação e informação. Nunca pare de orientar os funcionários sobre os propósitos da intranet/portal corporativo. Reforce conceitos sempre que necessário. Ao mesmo tempo, informe-os sobre tudo o que está acontecendo, notícias boas e más também, pois transparência é um princípio básico.



Ao elaborar um plano de comunicação com os princípios que citei, com certeza você terá uma ferramenta de suporte concreta à difícil e complexa iniciativa de implantar uma intranet/portal corporativo. Portanto, o plano de comunicação não é uma tarefa acessória, mas sim um elemento-chave para o sucesso de todo o projeto.

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"Se não tem o que dizer, fique quieto"

terça-feira, 16 de outubro de 2007

http://www.youtube.com/watch?v=Zq_l9vmZhXo
SCRIBD, o site é considerado o YouTube dos textos. O usuário pode subir documentos e procurar por eles sem estar cadastrado, mas a conta oferece funções extras, como a marcação de um texto como favorito e o uso de tags. Os documentos podem ser baixados como PDF, TXT, DOC ou em MP3, como um arquivo de áudio. O som é construído automaticamente pelo site e o resultado é muito bom - pelo menos para os textos em inglês. Se preferir, pode ouvir o livro na própria página, com o player com carregamento dinâmico. O leitor de PDFs em Flash usado pelo Scribd é rápido, com várias funções e ainda pode ser colado em qualquer site, como os vídeos do YouTube.
Como em qualquer serviço de postagem de conteúdo pelo usuário, é possível encontrar muito conteúdo protegido por direito autoral e colocado online sem a permissão do detentor. Esse é um problema que o Scribd terá que resolver ao se tornar popular" (descrição obtida do blog http://informaticaeeducacaoblog.blogspot.com/)
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O medo do perigo é mil vezes pior do que o perigo real."
- Defoe, Daniel

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O futuro dos links patrocinados




Se os últimos anos da publicidade on-line na América Latina foram dedicados à exploração da mídia on-line gráfica — aquela mais convencional, de banners, pop-ups, Dhtmls etc. —, o último ano trouxe a novidade do marketing nos buscadores e sua mais conhecida forma de publicidade: os links patrocinados.

Anúncios em forma de texto feitos na área comercial dos buscadores e portais por meio da compra de palavras-chave em um leilão on-line. Estes são os links patrocinados, um tipo de mídia em que se paga por click, ou seja, somente quando o usuário se interessou, clicou e foi até o site do anunciante. Nesse tipo de publicidade também é possível definir o máximo que o anunciante vai pagar por click e, após certa experiência, estabelecer variáveis de retorno.

Na Europa e nos Estados Unidos, essa modalidade de marketing cresceu aceleradamente como uma febre, mas no Brasil havia certo receio em investir nessa mídia, devido ao desconhecimento das possibilidades e da operação necessária para a sua implementação. Hoje, no mercado brasileiro, existem poucas agências dedicadas ao trabalho de marketing nos buscadores, e a maioria dos anunciantes ainda não considera os links patrocinados em seu mix de mídia. Mas isso está mudando progressivamente.

Números atestam que marketing nos buscadores tem altíssimo grau de eficácia, seja para operações transacionais, seja para ações de branding e posicionamento de marca. Pesquisas apontam que o crescimento dos links patrocinados está relacionado a diversos fatores, mas um determinante é o crescimento do e-commerce. No início de 2004, 2,5 milhões de pessoas tiveram pelo menos uma experiência com compras via internet; no fim do mesmo ano, esse número foi ampliado para 3,25 milhões (fonte: Grupo de Pesquisas e-bit). Relacionado ao aumento do número de compradores on-line, também cresceu o número de usuários que, para chegar ao site de compra, utilizaram sites de buscas.

O crescimento dos links patrocinados começa a contar também com algumas variações. Uma das novas tendências são os links contextuais. Neste caso, os links patrocinados são vistos em sites de conteúdo em meio a notícias e textos diversos.
Apesar de a essência ser a mesma é um conceito diferente, pois, embora eles apareçam sob o título de links patrocinados, não funcionam por meio de buscas. O anúncio, também em texto, é visível por relevância de conteúdo, ou seja, relacionado a palavras-chave que estão no texto. Para anunciar nesse tipo de mídia, seleciona-se um tema específico, como, por exemplo, astrologia. Seu anúncio será exibido em páginas com conteúdo sobre astrologia. Também é possível segmentar a veiculação por perfil de usuário.

Analisando os resultados de cada modalidade, um anúncio de links patrocinados "tradicional" (através da busca) se mostra em média 97% mais eficiente em termos de taxa de click. Conceitualmente, isso é explicado pelo fato de o usuário se interessar tanto pelo tema a ponto de tomar a iniciativa de ir até uma página de busca e fazer uma pesquisa por aquele determinado assunto.

Embora os buscadores estejam investindo em links contextuais, não significa que este seja o futuro dos links patrocinados. Outro caminho a ser explorado, que já é realizado internacionalmente, são as buscas locais. Nelas, o anunciante pode escolher a região onde seu link irá aparecer, para que atinja o usuário que está mais próximo do seu produto. Isso gera buscas mais focadas, o que resulta em uma maior conversão.

É preciso ressaltar que, mesmo com a descoberta dessas novas tecnologias, o que conta muito — e irá contar ainda mais com o crescimento dessa nova mídia — é a capacidade de aferição das agências e anunciantes. Ou seja, no futuro, com o crescimento dos anunciantes em links patrocinados, teremos um aumento vertiginoso do custo por palavras-chave. E nem sempre pagar mais significará ter melhores resultados.

É aí que entram as ferramentas de aferição, que, ao analisar os resultados específicos, podem indicar onde o cliente deve investir e o que realmente será lucrativo para ele.

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"'Quem se curva aos poderosos mostra a bunda aos oprimidos.''
Autor: Frase de pára-choque de caminhão

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Texto de Juliano Spyer

Logo que comecei a ouvir falar em Web 2.0, imaginei uma espécie de condomínio virtual privado – um espaço desenvolvido por mega-corporações, acessível por um canal diferenciado do da internet comum, funcionando como uma plataforma de publicação mais controlada e protegida e oferecendo soluções de e-commerce e vantagens para usuários com acesso rápido. Nada disso.

Na verdade Web 2.0 se refere a uma relação de características que supostamente diferenciam novos sites daqueles que naufragaram com o estouro da bolha da internet na virada do século.

A idéia foi lançada em 2004 pela O’Relly Media, uma editora e empresa de comunicação; se tornou o nome de uma conferência que acontece anualmente nos Estados Unidos e daí se alastrou a ponto de uma busca pelo Google indicar a existência de centenas de milhares de páginas fazendo referência ao assunto.

Defensores do termo dizem que ele identifica sites de networking social, ferramentas de comunicação, wikis e etiquetagem eletrônica (tags), baseados na colaboração e que entendem que a natureza da rede é orgânica, social e emergente. Seguindo essa linha de raciocínio, este livro trata exclusivamente da Web 2.0. Mas pelos motivos apresentados a seguir, optamos – autor e editora – por não adotar o termo.

Como reconheceu o fundador da O´Reilly Media, Tim O’Reilly, “companhias agora estão passando [o termo] adiante como uma palavra de efeito (buzzword), sem terem um entendimento real sobre o que ele quer dizer1”.

Por esse motivo alguns críticos consideram que o nome Web 2.0 vem sendo aplicado indiscriminadamente como sinônimo de originalidade tecnológica para entusiasmar possíveis clientes e investidores. A associação vaga entre “2.0” e a idéia de inovação abre precedente para que, por exemplo, um projeto comum que inclua um blog seja promovido como Web 2.0 pela equipe de vendas encarregada de oferecer a solução.

Ao invés de defender os valores por trás do conceito, o nome passa a ser usado para benefício privado. Há desconfiança de que muitas companhias promovendo essa bandeira estejam desenvolvendo produtos sem modelos de negócio sérios apenas para se aproveitar do aquecimento do mercado2, o que traria junto com a “nova internet” uma “nova bolha”.

Para Clay Shirky, um estudioso dos efeitos sociais e econômicos dessas novas tecnologias, “antes da internet, as diferenças na comunicação entre comunidade e audiência eram fundamentalmente determinadas pela mídia – telefones serviam para conversas de um-para-um mas não serviam para atingir rapidamente um grande número de pessoas, enquanto a TV tinha características inversas. A internet pôs fim à separação oferecendo um mesmo veículo para ser usado para falar com comunidades ou audiências3.”

Essa característica, que permite que aconteça a colaboração online, surgiu junto com a comunicação via computadores em rede nos anos 1970, nos primórdios da internet. O primeiro sistema de mural de mensagens online, o CBBS, apareceu em 1978 na cidade de Chicago.

Em meados de 1990, na transição da internet de nicho voltada a entusiastas da computação para a internet acessível ao usuário comum, os sites incorporaram temporariamente características da mídia de massas convencional, mas o estouro da bolha na virada do milênio corrigiu esse desvio de trajetória.

As vantagens do conteúdo gerado em ambientes colaborativos determinaram a sobrevivência de sites como Amazon.com e Craigslist, e produziram a fundação para o desenvolvimento de projetos como Google, Wikipedia, Orkut, YouTube e Second Life.

Considerando a comunicação de duas vias de várias ou muitas pessoas entre si como o elemento diferenciador da internet em relação às tecnologias de mídia precedentes, não houve quebra de paradigma que justifique a denominação Web 2.0.

Mídia social e internet colaborativa descrevem mais precisamente a caracteristica que diferencia a internet das mídias tradicionais.

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"Eu vivo muito alegre, muito feliz, trabalho, tenho sempre muita gente em volta de mim, muita, muita gente na minha vida, é disso que eu gosto."
(Chico Xavier)